Tecendo presenças periféricas na cidade de São Paulo
Resumo
Este ensaio é fruto de uma pesquisa que explora metrópole paulistana como palco de luta, que moldada pela lógica do capital, transformou e transforma as áreas periféricas em grandes palcos de insurgência, levando à remoção de moradores, à homogeneização das paisagens, dos costumes e das manifestações culturais. Contudo, é dentro dessas comunidades periféricas que surgem reações que não somente desafiam, mas também remodelam maneiras de coletividade. Ações de ativismo, tomadas acadêmicas, celebrações comunitárias, encontros artísticos e bailes funk demonstram que a periferia cria novos relatos urbanos de resistência e insurgência, que validam a existência dos sujeitos periféricos. Essas ações subvertem a razão segregadora, evidenciando que a cidade transcende a disputa física pelo espaço do território, abrangendo também o simbólico, o estético e o político. Portanto, nessa disputa, São Paulo se manifesta como local de tensões constantes e como um terreno propício à criação de insurgências, onde levantes diários comprovam que outros horizontes são viáveis.
Referências
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