Proyectar en la Encrucijada: Carnaval, arquitectura negra y representación en el Concurso Centro Cultural Río-África

Autores/as

  • Otavio Melo

Resumen

Este artículo presenta el proyecto titulado "En la Encrucijada, el Mar Atraviesa", desarrollado para el Centro Cultural Río-África en el contexto del primer concurso público internacional de arquitectura dirigido exclusivamente a arquitectos y urbanistas negros nacidos en Brasil y a nacionales africanos de Países Africanos de Lengua Oficial Portuguesa (Palop). La propuesta parte del lugar de las Encrucijadas como punto fundamental de intersección simbólico-espacial, tomando como referencia arquetipos de figuras de las religiones afrobrasileñas y africanas, como Exu, para estructurar un espacio de memoria, cultura y fabulación urbana. Desde el inicio, también se buscó pensar las narrativas del Carnaval no como metáforas estético-decorativas, sino como método de construcción espacial, política y de la memoria. Más allá de los elementos programáticos comunes, como la plaza pública, las áreas de convivencia y los espacios expositivos, el proyecto articula corporalidad, ritmo, fiesta y cosmologías como fundamentos proyectuales, convocando otras epistemologías para la práctica arquitectónica. Al asumir el dibujo como herramienta crítica y narrativa, el trabajo desplaza las formas convencionales de representación disciplinar y aborda la arquitectura como un gesto de reparación simbólica en el espacio urbano y en el propio campo de la arquitectura.

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Publicado

05-03-2026