Carne negra, piedra blanca
Palabras clave:
raza y arquitectura; Muelle de Valongo; raza y ciudadResumen
El artículo hace un análisis diacrónico del Cais do Valongo (Muelle de Valongo), en el centro histórico de Río de Janeiro, buscando volver a contar la historia de la negritud y la esclavitud desde otra noción de construcción de ciudad y memoria. Ubica sus principales hitos históricos, desde la esclavitud hasta el período post-abolicionista, discutiendo, entre otros, el auge y declive de las importaciones cautivas, la transición política entre el Imperio y la República y las prácticas y experiencias negras en la región. Este paso del tiempo en un mismo espacio nos permite visualizar una contranarrativa de la construcción de la ciudad, explorando el cuerpo como uno de los productores del espacio urbano, desde los barcos esclavistas hasta las sambas en Pedra do Sal. Desarrollamos el argumento de que el negro, como defende Paul Gilroy, es uno de los fundadores de la modernidad, tanto por su vertiente cosmopolita y transnacional/transcultural, como por su corporeidad, creatividad y resistencia espacial.
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